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PIX é lançado oficialmente pelo Banco Central e presidente aposta em contribuição na retomada econômica

A manhã dessa segunda-feira (16/11) foi o momento escolhido para o lançamento oficial do novo sistema de pagamentos digitais criado pelo Banco Central (BC), o PIX.

A nova tecnologia, criada para facilitar os meios de transação financeira, está disponível para clientes de 734 instituições financeiras, bancos e corretoras que funcionam no Brasil.

Criada com a intenção de oferecer um sistema apto a modernizar as relações de pagamentos financeiros em geral, reduzindo o uso de papel moeda e incentivando a competição no mercado financeiro, a plataforma já conta com mais de 71 milhões de chaves PIX cadastradas, segundo informou o BC.

Presidente do Banco Central aponta os benefícios do novo sistema

Em um contexto de dificuldade econômica e busca por alternativas à crise financeira, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, concedeu declarações no sentido de destacar os possíveis e prováveis benefícios decorrentes da normalização do uso dessa nova tecnologia no mercado financeiro.

“Quando a gente pensa na recuperação da crise que estamos vivendo hoje, é muito gerada por um incentivo em tecnologia, um aumento nessa capacidade tecnológica e na produção de dados”, afirmou.

“A gente consegue ver a quantidade de comércio online que está acontecendo. As pessoas pedem mais comida em casa, usam mais aplicativos”, completou Campos Neto, sinalizando que a digitalização dos pagamentos é algo bem-vindo à sociedade atual, gerando ainda estímulos para que muitas pessoas sejam mais “digitalizadas”.

Melhora nos serviços públicos e na competitividade do sistema financeiro

Além dos pontos já referidos, o presidente do Banco Central ainda conferiu importância às possibilidades de melhora dos serviços públicos por conta dessa modernização, facilitando o conhecimento geral sobre o público consumidor e a eficiência e inclusão do sistema financeiro.

No mesmo sentido, sinalizou que pode haver melhor estímulo à competição e à oferta de novos produtos por meio de uma abertura da barreira de entrada ao mercado.

“Quando diminui barreira de entrada, incentivas novos entrantes, novas empresas de tecnologia, as ‘fintechs’ Vai gerar uma competição e vai baratear o custo. E isso provoca grande diversidade no sistema”, relatou Campos Neto.